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Biofeedback para Treinamento do Sistema Nervoso Autonômico (SNA)

O estresse está presente na vida das pessoas como uma consequência natural de resposta do organismo a situações de alerta e perigo, preparando o corpo para fuga, luta ou congelamento. Assim era com nossos ancestrais e funciona até hoje com o homem moderno. No entanto, o dia-a-dia repleto de frustrações, correria, ansiedade, medo, prazos e exigências tornou a rotina cada vez mais estafante. Os danos causados ao organismo são enormes e a saúde vai deteriorando com o estresse crônico. Doenças como ansiedade, depressão, síndrome do pânico, hipertensão, doenças cardiovasculares, se instalam.

“O estresse é o resultado de o homem criar uma civilização, que, ele, o próprio homem não mais consegue suportar.”(Selye, 1988).

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o estresse é considerado como a “Doença do Terceiro Milênio”. Pessoas jovens, em idade produtiva, geralmente executivos (60%) de cargos de grande responsabilidade e estudantes (35%) se tornam doentes e improdutivos. A cidade de São Paulo apresenta a maior incidência mundial de perturbações mentais (30% aproximadamente) entre 24 cidades de diversos países analisadas pela OMS.

Sintomas e sinais do estresse crônico:

  • Ansiedade
  • Tensão
  • Angustia
  • Insônia
  • Alienação
  • Dificuldades interpessoais
  • Preocupação excessiva
  • Dificuldade de foco e concentração
  • Sudorese
  • Memória fraca
  • Tensão muscular
  • Taquicardia
  • Hipertensão
  • Hiperatividade
  • Nausea
  • Pé e mãos frios
  • Irritabilidade
  • Hipersensibilidade emotiva

 

Além destes sintomas consequências negativas podem surgir como o aumento do hormônio cortisol. Veja o vídeo com Dr. Bryan Walsh, médico naturopata americano, fala sobre como o estresse crônico altera o hormônio cortisol e prejudica a saúde:

 
 

 

O sistema límbico também está presente nos processos do estresse, pois é a região do cérebro responsável pelas emoções denominada lobo límbico. Suas principais estruturas tem por função o controle das emoções.

 

 

O sistema límbico por meio do Sistema Nervoso Autonômico (SNA) comanda as reações comportamentais necessárias a sobreviveria da espécie. O Sistema Nervoso Autonômico (SNA) executa as funções inconscientes do organismo como respiração, batimento cardíaco, sudorese, pressão arterial, etc. É regulado pelos centro medulares, núcleos do tronco encefálico e hipotálamo. Composto por três sistemas: 

 

 

O Sistema Nervoso Autonômico (SNA) tem um forte efeito sobre os batimentos cardíacos, acelerando e desacelerando a freqüência cardíaca. Vários neurocientistas estudaram o comportamento da variedade da freqüência cardíaca (VFC) com a atividade e integralidade do Sistema Nervoso Autonômico (SNA) para os fatores de risco cardiovascular como aumento da gordura abdominal, hiperglicemia, diabetes e pré-diabetes, pressão arterial elevada e os estados emocionais (estresse).

Em 1978, cientistas mostraram a associação de maior risco de mortalidade pós-infarto com variação freqüência cardíaca (VFC) reduzida. A desaceleração do coração se dá pelo neurotransmissor acetilcolina e a aceleração pelos neurotransmissores adrenalina e noradrenalina no Sistema Nervoso Autonômico (SNA).

Um estudo com 300 mulheres saudáveis, entre 30 a 65 anos, mostrou que fatores sócio demográficos influenciam na variedade da freqüência cardíaca (VFC) com o aumento de emoções negativas causadas pelo isolamento social. As emoções negativas influenciam na variação freqüência cardíaca (VFC) causando desequilíbrio no sistema simpático e parassimpático.

Em 2000, pesquisadores fizeram avaliação de 5 minutos da variação freqüência cardíaca (VFC) em 92 pessoas saudáveis de ambos os sexos e utilizaram um questionário de auto avaliação da ansiedade e do estresse. Descobriram a relação entre estresse crônico e a variação freqüência cardíaca (VFC). Quanto maior o estresse menor a variação freqüência cardíaca (VFC).

Por outro lado, o estado de coerência cardíaca é aquele em que a variação freqüência cardíaca (VFC) é máxima, através de um estado psicofisiológico alcançado quando se obtém perfeita sincronia entre a respiração, a freqüência cardíaca e a pressão arterial, ocorrendo um controle das funções hormonais e imunológicas. Levando ao estado de equilíbrio do Sistema Nervoso Autonômico (SNA).

São inúmeras as aplicares da coerência cardíaca por biofeedback:

 

Abaixo o quadro mostra o gráfico em “Caos"quando há estresse e a “Coerência Cardíaca” já em equilíbrio.

 

Quando a mente, o corpo e as emoções entram num estado de harmonia, há uma comunicação saudável do nosso coração com o cérebro. Essa harmonia se dá de forma consciente, por meio de técnicas de respiração em uma frequência muito bem controlada e sinalizada pelo treinamento de biofeedback, e também pela concentração mental e desenvolvimento consciente de emoções positivas com foco no coração. Assim, os exercícios de biofeedback monitorados por computador conduzido por um profissional habilitado ajudam a equilibrar as emoções, com repercussões positivas na pressão sanguínea arterial e no sistema hormonal, Sistema Nervoso Autonômico e Sistema Imunológico.

 

Para maiores informações sobre tratamento do estresse crônico e outras patologias neurológicas entre em contato com a Clínica Higashi pelos telefones (21) 3439-8999, Rio de Janeiro ou (43) 3323-8744, Londrina.

 

 
 

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